Despedida. Mudança.
Depois de meses sem postar, sinto que preciso formalizar minha despedida, por ora, do mundo dos blogs. Não vou desaparecer da Internet, e o filme*log vai continuar por aqui. Quem sabe o Lúcio, que também tem postado no blog, não se anime de continuar com ele. E quem sabe eu mesmo não volte a postar esporadicamente.
Mas estou de mudança. Vou fincar definitivamente meus pés no Joio, meu lar na Internet, e convido os leitores do filme*log a se cadastrarem no site e a participarem das discussões por lá. Se eu fosse registrar aqui a história do Joio, que não é um blog, mas um fórum, eu precisaria viajar no tempo até 1997, quando eu comecei a participar ativamente do então uol.cult.cinema, newsgroup que depois se transformou em uol.artes.cinema, e finalmente se extinguiu quando o UOL decidiu terminar com o suporte a NNTP e investir em uma plataforma web para fóruns.
O pessoal que cuida do Joio, e muitos de seus participantes, são indivíduos com históricos bastante diversificados e opiniões bastante divergentes, que têm em comum apenas o fato de possuírem um amor patológico por cinema, adorarem conversar, e não levarem o universo muito a sério. O tom das postagens é sempre algo jocoso, mesmo quando a intenção e o assunto são sóbrios. Como já temos 2 anos de funcionamento (apesar dos mais de 10 anos de história), e o fórum tem crescido tão harmoniosamente, decidi pendurar as chuteiras e acabar com minha carreira de blogueiro. Blogar por quê, afinal, se o nosso fórum é tão legal?
Eu gostei muito de manter esse blog, mas minha comunidade, por assim dizer, minha família, minha nacionalidade, minha história etc., sempre foram relacionadas aos fóruns. A cultura dos fóruns é muito diferente da cultura dos blogs. Apesar de a maioria dos blogs ser aberta a comentários, quase sempre o formato é muito mais voltado para o monólogo do que para o diálogo. E apesar de alguns freqüentadores habituais de blogs conseguirem definir e sustentar uma persona online marcante, os blogs nunca conseguiram, e nunca conseguirão (por questões de formato), dar origem a faunas tão ricas, diversificadas e fascinantes como as dos fóruns.
Eu conseguiria escrever páginas e páginas detalhando as personalidades pseudo-virtuais de uma boa dezena de indivíduos, alguns dos quais conheci ao vivo, e outros com os quais nunca tive qualquer contato por fora dos fóruns, apesar de um período de convivência já superior a 10 anos. Muitas das relações que eu mantenho com esses animais - no bom sentido - são muito mais intensas, profundas e significativas do que com pessoas de carne-e-osso que conheço da minha infância. Quem diz que a Internet separa, aliena e distancia, ou é pobre de espírito ou é irremediavelmente ignorante. Que Deus, Odin, Tupã, Olorum e Zeus tenham piedade dessas pessoas.
Convido meus leitores a visitarem o Joio, antes lendo o post do Marcus sobre o fórum. Talvez passemos por algumas mudanças estéticas e funcionais nos próximos meses, mas o núcleo do fórum está lá. Falamos não apenas sobre cinema, mas sobre música, TV e "coisas em geral". É como a Revista Proibida do Odair José, "uma revista que falava tanta coisa, sobre coisas de mulheres". Só que mais ampla.
Comecem a surfar pela página "Contribuições Recentes", ao invés de ler o fórum pela árvore ou pela página inicial. O "Contribuições Recentes" é o lugar onde as coisas acontecem.















